Tudo isso me faz refletir sobre os tempos modernos e me deparo com a grande confusão existente sobre a essência das coisas. O que é ser homem? E ser mulher? O que é ser pai, mãe, filho, patrão, governo, pastor, cidadão, etc.? Os papéis se confundem e, igualmente, as pessoas ficam confusas! Um livro seria pouco para tratar da descaracterização das funções exercidas pelo ser humano em todas as áreas de sua atuação, por isso me detenho (pela falta de espaço) a pensar no papel da Igreja.
A Igreja vista do ponto de vista local, como uma instituição composta de pessoas que ali enraízam suas vidas. Essa igreja tem se desenvolvido e atuado em muitas frentes desde o social até o espiritual, passando pela política, meio artístico, esportes, lazer, confraria, etc., etc., etc.
Mas qual a essência da Igreja em relação à sua missão? Será que fazer tantas coisas não tira o foco do principal?
O texto em epigrafe traz a ordem do Cristo para não mudar a essência das coisas (o fermente muda a essência da massa)! Na verdade tais palavras podem ser aplicadas para dizer que homem deve ser homem, mulher deve ser mulher, pai é pai e filho é filho, assim como o patrão deve ocupar o seu lugar de patrão e o empregado de empregado; mas, como a minha proposta é falar da Igreja, o que Jesus diz é que a Igreja deve ser Igreja e nunca perder a sua essência.
Mas o que é a Igreja? A resposta pela ótica da Palavra de Deus é simples: “Uma agência divina na terra composta de pessoas regeneradas para evangelizar os não crentes e edificar na fé os crentes”. Nas palavras de Jesus na grande comissão (Mateus 28.19-20 e Marcos 16.15-18) a Igreja existe para evangelizar e discipular! Esse é o foco da igreja, e nisso devem ser gastos os recursos, sejam humanos, econômicos ou espirituais.
Quando deixamos de atender a nossa vocação perdemos a essência. Um homem que possui prática homossexual abandona sua vocação masculina e perde a sua essência de hombridade. Da mesma forma uma igreja que não se concentra em evangelizar e discipular está fermentada.
Cumprindo sua missão através da preservação da sua essência somos chamados de sal da terra; todavia, ao perder a essência, abandonamos a missão e Jesus diz “não serve para nada” (Mateus 5.13). A nossa igreja local só serve para algo quando mantém a sua essência, por isso desejo incentivá-lo, pastor amigo, a fazer missões com intensidade e perseverança, pois dessa decisão depende a essência da sua igreja. Tanto quanto ganhar almas o que está em jogo é prestar ou não. Lembre-se que o termo Missão é usado para referir-se à evangelização e discipulado e o cumprimento disso está associado com a significância da existência de uma igreja local, e caso ela não se aplique a isso pode baixar as portas, pois não serve para mais nada.
Pr. Joel Stevanatto
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
www.joelstevanatto.com.br
